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julho 17, 2006
Eu vou!
[Banda Sonora do post: Tu Recuerdo Y Yo, Lila Downs]

Quando vi a agenda no site dela, lá pensei eu “Pronto, tenho que me mudar para o Porto porque todos os concertos que eu quero ver acontecem lá, carago!”. Lá ia eu perder mais um. Estar a trabalhar em Lisboa e ir ver um concerto ao Porto a meio da semana “num” dá jeitinho nenhum. Isto sem contar com facto que só em idas e vindas gastava mais do que no bilhete para o concerto:P
Foi por estas e outras que perdi os Ojos de Brujo. E se eles vieram a Lisboa e eu desmiolada como sou não dei por isso :S ? Nahh… Nooope… Ai, que agora fiquei na dúvida.
Bom, o que interessa mesmo é que não vou perder, na Aula Magna, a senhora que se segue: Lila Downs. Confesso que sou uma recém-convertida à sua música e tudo começou quando “en passage” os meus olhos pararam na capa do último disco editado (La Cantina). Fiquei presa ao facto da mulher retratada ser parecida com a Frida Kahlo.
A maioria das vezes não sei explicar porque gosto de determinada música. A sonoridade simplesmente entranha-se na minha pessoa para nunca mais me largar. No caso de Lila Downs a explicação surgiu à primeira audição. Gosto dos arranjos e da forma como explora musicalmente a música tradicional mexicana, para além dos temas que aborda nas suas letras, com forte pendor político-social, sem se transformar numa baladeira. Tudo isto rematado com a sua voz que tem uma versatilidade fantástica. E claro, como latina que sou, tinha que me atrair o dramatismo de alguns temas que para alguns poderá parecer algo teatral.
“Si te cuentan que me vieron muy borracho
Orgullosamente diles que es por ti,
Porque yo tendré el valor de no negarlo,
Gritaré que por tu amor me estoy matando
Y sabrán que por tus besos me perdí”
em "Pa’ todo el anõ", de José Alfredo Jiménez, cantor mexicano muito popular na década de 50 do século XX.
Mais informações sobre Lila Downs aqui, aqui ou ainda aqui.
Inté, que me pienso seriamente emborrachar :P
Publicado por puta_madre às 10:52 PM | Comentários (1)
julho 04, 2006
Porque o coração tem razões que a razão desconhece - 2
Exmos. Srs. Jurados,
Eis os factos:
a) A acusada, apesar de não ser católica nem dada a credos, usa regularmente uma medalha de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, para protecção dos 23;
b) Apresenta um quadro de ansiedade aguda, que tem início no mínimo 8 horas antes dos “acontecimentos”;
c) Chora só de imaginar a taça nas mãos do capitão;
d) Chora quando ganham;
e) Irá chorar ainda mais se … (Não há ses!!!!!!! – grita a acusada) Psssst, cala-te!
f) Chora quando vê os “interlúdios” criados pelos diferentes canais de televisão, com musiquinha lamechas e imagens dos 23;
g) Chora quando ouve a música “Força” de Nelly Furtado”! Consideramos este facto um dos mais incriminatórios, Exmos. Jurados.
Enfim, valerá a pena continuar a enumerar as provas irrefutáveis contra a Acusada? Não basta a evidência de que se transformou numa sentimentalona? Hum?
Por tudo isto, Exmos. Jurados, pedimos que dêem como culpada a Acusada XXXXXX, auto-denominada puta_madre, pelo crime de paixão pela Selecção Nacional e tudo o que ela representa.

Publicado por puta_madre às 11:20 PM | Comentários (4)
julho 02, 2006
Porque o coração tem razões que a razão desconhece - 1
[Banda Sonora do post: Força, Nelly Furtado]

Publicado por puta_madre às 08:33 PM | Comentários (0)